A história da menina que não quer dormir, tem medo, é atormentada por monstros...
Com a participação da CUCA e do BOI DA CARA PRETA.
Peça que aborda as cantigas de ninar, os personagens e as mensagens que elas trazem. Na peça trazem mesmo.
Por fim a solução para a menina dormir...
Cenário: Quarto de criança
Cena 01
TATI – Mamãe não quero dormir!
MÃE – Tati, a mamãe vai cantar uma música pra você. Prometo que não vou sair daqui.
TATI – Tá bom mamãe. Então cante uma música bem linda...
MÃE – (Canta) Dorme neném, que a Cuca vem pegar... (Canta 3 vezes) Dormiu. Graças a Deus!
(Beija-a, apaga a luz e sai)
Cena 02
CUCA – (Risada maquiavélica) Hoje! É hoje! Sopa de criança, criança assada, guizado de criança, o que vai ser hoje?
TATI – (Acorda e chora) Você de novo? Vai embora!!!
CUCA – Não gosta da titia Cuca?
TATI – Como você entrou aqui? Quem te autorizou?
CUCA – Entrei pela janela e sua mãe me autorizou!
TATI – Mentira! Minha mãe não autorizou!
CUCA – Ela cantou a música me convidando. Eu posso estar aqui.
TATI – Eu quero minha mãe!
CUCA – Sua mãe saiu! Ela foi pra roça e o seu pai pro cafezá! (Rizada e canta) “Cuidado com a Cuca, a Cuca te pega, ela pega daqui e pega acolá!” Agora, vou cortar você com meu facão e comer você! (gargalhadas)
TATI – (Chorando) Não, por favor! Não! Não! Não!
(A Cuca sai)
MÃE – Filhinha! (Entra correndo)
TATI – Mamãe!
MÃE – Outro pesadelo? Já não sei mais o que faço. Pronto! Não chore! Passou, passou... vamos lá pro quarto da mamãe... (Saem)
Cena 03
MÃE – Filhinha, dessa vez você vai dormir, ok?
TATI – Mamãe, eu não quero dormir, eu tenho medo!
MÃE – Não precisa temer. A mamãe vai cantar pra você dormir. (Canta Boi-da-cara-preta e beija-a e sai)
Cena 04
BOI – (Muge)
TATI – Quem está aí?
BOI – Eu, seu amigo.
TATI – Amigo? Que amigo?
BOI – O Boi-da-cara-preta.
TATI- O que você quer?
BOI – Eu vim pegar você. Eu ouvi a música.
TATI – Eu não tenho medo de careta.
BOI – Tem sim! (Faz careta e a Tati assusta) Não disse? Tem sim. Agora, vou levar você comigo.
TATI – Levar pra onde?
BOI – Pro inferno!!!
TATI – Não! Não! (Fala chorando e com um grito acorda)
MÃE – De novo minha filha? Já não sei o que faço mais!
TATI – Mamãe, foi horrível. Era o Boi-da-cara-preta. Ele queria me levar!
MÃE – Isso não existe minha filha. Não chore! Não chore! Vamos dormir com a mamãe.
Cena 05
MÃE – Pois é irmã, chamei você aqui, pra nós orarmos no quarto dela. Ela continua tendo pesadelos.
IRMÃ – É vamos orar, pois esse demônio vai Ter que sair, no Nome de Jesus!
MÃE – Ela não dorme à muitas noites.
IRMÃ – Você já me chamou aqui 14 vezes e continuarei vindo aqui, até que isso acabe.
(Elas oram)
MÃE – Eu dou tanto carinho pra ela, eu até canto músicas infantis pra ela.
IRMÃ – É isso mesmo irmã. Cante mesmo! Cantar corinhos para as crianças enchem elas do Espírito...
MÃE – (Sem graça) co – corinhos?...
IIMÃ – É...corinhos! Você canta, não?
MÃE – Não. Eu canto músicas infantis, como... (Canta )
IRMÃ – É isso irmã! Aí está o problema! Certas músicas infantis trazem contextos diabólicos. Quando você as canta, você dá base legal para demônios virem atormentar sua criança. A Cuca é uma bruxa feiticeira e o boi é um monstro que atormenta as crianças, e por aí vai. Tem o homem do saco que pega crianças na rua, tem o bicho-papão, todos trazem medo para as crianças!
MÃE – Nossa, como não pensei nisso antes?
IRMÃ – Agora esta noite faça diferente, leia a palavra e cante corinhos, você vai ver o resultado. A palavra tem poder e o louvor liberta!
MÃE – Amém! Eu creio!
Cena 06
TATI – Eu não quero dormir!
MÃE – Filha, hoje você vai dormir em Nome de Jesus! Ele está aqui agora pra te proteger. Quero ler um versículo pra você. (Lê um versículo, canta e sai)
CUCA – (Gargalha)
BOI – (Muge)
OS DOIS – Ó nóis aqui ôtra vêis!!!
TATI – (Chora) Não! Me deixem em paz!!!
BOI – Você nos pertence!
CUCA – Sua alma é nossa garota!
BOI – Sua mente está em nossas mãos!!!!
CUCA – Os seus sonhos são nossos...
BOI – Sonhos? Pesadelos!!!
TATI – Vão embora! Por favor! Chega!
BOI – Embora? Acabamos de chegar!
CUCA – E vamos ficar em sua vida para sempre!
BOI – Agora vamos acabar com você!
(Levantam suas armas contra ela e um anjo aparece)
ANJO – Podem ir parando por aí!
CUCA – Quem é você?
BOI – Você é um intruso!
ANJO – Fui enviado em missão especial, para guardar esta criança! Vocês não podem tocá-la!
CUCA – Quem disse?
ANJO – Jeová Tsebaot, o Senhor dos Exércitos!
BOI – Esse cara não é de nada... Ignora ele. Vou matar você! (Vai acertar a criança e o anjo o acerta com sua espada) Seu bastardo!!!!
(O anjo o acerta várias vezes empurrando-o para fora do palco)
ANJO – Agora é sua vez! (Para a Cuca)
CUCA – Não precisa violência, pode deixar que eu saio...
(O Anjo dá as costas pra cuca, ela vai o acertar e o anho a acerta com sua espada)
CUCA – (Grita de dor)
(O anjo deita a criança na cama e se posiciona ao seu lado)
MÃE – Vou ver como minha filha está... Graças a Deus, dormindo. (Beija-a)
TATI – (Acorda com o beijo) Mamãe, tive um sonho lindo. Hoje posso dizer: “Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu Senhor, é que me fazer repousar em segurança...”
Peça em forma de programa de rádio(ou tv) que apresenta atrações e um debate sobre o natal, ancorado por um comunicador...
O locutor da Rádio Gospel Mania abre o programa anunciando as atrações.
Evângelo – Oooooiiii gente! Aqui é o Evângelo, Ângelo, Ângelo, falando para vocês diretamente da Rádio Gospel Mania com mais um programa Debate sem Embate. Solta o louvor aí, DJ Levita! É isso aí! Temos convicção dos fatos que se não vêem e certeza tanto das coisas que se esperam como de que você está ligadinho no nosso programa. E hoje é o programa especial de Natal! (o sonoplasta executa uma música natalina) É isso aí! Teremos várias atrações! Teremos aqui conosco a ......... da Igreja ........... que vai cantar uma belíssima canção de Natal em louvor ao Senhor (aplausos) e a irmã ........ do Ministério Jovem também da Igreja Batista da Barra que vai recitar a poesia ........ do nosso irmão em Cristo ............... (aplausos). Depois teremos um debate com três pastores que se prontificaram a vir no programa. Vou anunciar aos prezados ouvintes o nome de cada um: Pastor Roberval Crítico, da Comunidade Evangélica “Meu Prazer é a lei de Deus”, Pastor Moderaldo Lengrúber, da Igreja Evangélica do Avivamento do Espírito Santo que Veio para Consolar o Povo de Deus, e o Pastor Passílvio Ribeiro da Comunidade Evangélica “Abresalão”. Então, para o programa começar, nos convidamos aqui a irmã ............... para entoar o abençoado cântico de Natal em louvor ao nosso Senhor.
A irmã entoa o cântico.
Evângelo – Amém, irmã. Obrigado pela participação aqui em nosso programa e que o Senhor continue abençoando sua voz para o louvor Dele. E agora, a irmã ......., recitando a poesia “..............”.
(...)
Evângelo – Obrigado pela participação, irmã ...... Deus a abençoe. Bom, e agora, conforme o combinado, vamos começar o Debate sem Embate de hoje, com o seguinte tema: “Natal: celebrar ou não celebrar?” E aqui vai a primeira pergunta, e é direcionada ao Pastor Roberval Crítico. Pastor, o povo de Deus quer saber se é correto o costume de ter em casa Árvore de Natal. O senhor já armou a sua?
Roberval Crítico – Não armei e estou completamente incomodado com essa Árvore de Natal aqui do meu lado. Ora, meu caro, antes de mais nada gostaria de abrir a Bíblia, já que desde o início do programa estou aguardando você fazer e nada. Prezados irmãos, abram por favor a Bíblia no primeiro livro de Reis, capítulo 14, versículo 23, que diz assim"Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes". E agora em Deuteronômio 16:21, que diz o seguinte"Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti”. Ora, a regra é clara. Armar árvore de Natal é idolatria pura! Sem contar da homenagem a Ninrode, filho de Cã, neto de Noé, fundador do Sistema Babilônico. Sua mãe acreditava na reencarnação dele, e recomendou ao povo que essa reencarnação de Ninrode gostava de receber presentes debaixo de uma árvore. E só ler, meu caro, que você vai aprender.
Evângelo – É pastor! Já deu para os ouvintes perceberem seu estilo durão. Mas vou passar a bola para outro pastor convidado, nosso amigo Passílvio Ribeiro. Pastor Passílvio, você é da mesma opinião do Pastor Roberval ou acha que não tem nada a ver o povo de Deus manter o costume de armar árvore de Natal?
Passílvio Ribeiro – Olha aqui, Evângelo, em primeiro lugar gostaria de mandar um alô para o pessoal da Comunidade Evangélica Abresalão! Que vocês aí continuem com a fé no nosso Deus, pois ele mesmo, em Salmos 165 diz o seguinte “Faça por ti que eu te ajudarei”.
Evângelo – Bom, pastor, pelo que me consta, o livro dos Salmos só tem 150 capítulos, e eu acho que esse versículo que o senhor falou aí não tem na Bíblia não!
Passílvio Ribeiro – Mas é mermo? Ah, eu sou humano e posso falhar, pois perfeito é somente Deus. Bom, em respeito da Árvore, eu acho que não tem problema nenhum não, meus ouvintes. A árvore de Natal até que é bonitinha. Cheia de bolinhas coloridas, e dá a impressão que a natureza está dentro da casa da gente. Outra, coisa, o Tadeu não subiu numa árvore para ver Jesus melhor?
Evângelo – Pastor, o nome dele era Zaqueu.
Passílvio Ribeiro – É, Zaqueu, Tadeu, é tudo EU. O que importa é que ele subiu na Árvore, porque na verdade estava mostrando para Jesus que iria colocar em sua casa uma cópia daquela Árvore dentro da casa dele, para comemorar o Natal, e Jesus quando disse “Desce da Árvore, Zaqueu” queria apressa-lo para que os dois terminassem logo de fazer as compras do Natal, pois Zaqueu tinha ficado muito deslumbrado com aquela árvore. Por isso que eu aprovo essa idéia. Show de bola.
Evângelo – Ai, meu Deus. É cada figurinha... Bom, vamos continuar com o programa. Pastor Moderaldo, qual a sua opinião sobre esse assunto?
Moderaldo Lengrúber – Bom, acho que não é necessário que sejamos tão radicais. Se é para fazer comparação com a Árvore de Natal, por que tem que ser necessariamente a Árvore de Ninrode ou a de Zaqueu. Tantas árvores para se comparar, como a Árvore da Vida, por exemplo. Sem falar que há estudiosos que dizem que o surgimento da árvore de Natal deve-se a Lutero, ao passar por um bosque, teria observado a maravilhosa beleza das estrelas no céu, que brilhavam por entre os ramos dos pinheiros, e, impressionado com essa extraordinária visão, ele tentou duplica-la em sua casa, acendendo velas entre os ramos de sempre-vivas. Acho que esse assunto é irrelevante. Quando o povo de Deus não está adorando a Árvore, ela não é objeto de idolatria, e simplesmente um enfeite como outro qualquer.
Evângelo – É, o nosso Debate sem Embate está ficando bom! E agora, mais uma dúvida, sendo essa uma das mais comentadas pelos nossos ouvintes. Pastor Roberval Crítico. Foi de fato no dia 25 de dezembro que Jesus nasceu?
Roberval Crítico - Meu caro Evângelo, é só ler que você vai ver. Mas parece que você não se preparou para fazer um programa como esse! Onde já se viu! Bom, o Natal é uma festa pagã, vocês estão me ouvindo bem, uma festa pagã! Dia vinte e cinco é dia da festa do Sol Invictus, celebração feita pelos druidas, que eram sacerdotes celtas, povo original da região sudoeste da Alemanha. Já no Império Romano, a festa do Sol invicto era comemorada pelos adeptos do Mitraísmo, uma religião pagã de mistério. Os cristãos, entre aspas, vendo a alegria dessa celebração decidiram adotar aquela data, mas comemorando o nascimento de Jesus Cristo, permitindo que a cultura influenciasse a Igreja. Sabemos que é a Igreja que deve influenciar a cultura, e ao pesquisar a Bíblia, concluímos que o nascimento de Jesus foi em setembro, já que os rebanhos estavam ainda no campo durante a noite. E houve recenseamento, e é pouco provável que o recenseamento fosse convocado para época de frio e chuvas. E para finalizar, o nascimento de Jesus ocorreu na festa dos Tabernáculos, para que se tivesse relação entre Lv 23:39-44; Ne 8:13-18, que dizem que Deus habitou entre os homens em tabernáculo, e o Evangelho de João capítulo 1 , vers. 14, que diz "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a festa dos tabernáculos, que era realizada no mês de Etenim do calendário judaico, que é o mês de Setembro.
Evângelo – É, meus ouvintes. O nível desse debate está mesmo bom. Mas como é um debate bem democrático, vamos ouvir o Pastor Passílvio Ribeiro. E aí, pastor, o que o senhor acha?
Passílvio Ribeiro – Poxa, o pessoal aqui é estudado, héin? Bom, eu prefiro ser orientado só pelo Espírito Santo mesmo. Eu acho que a gente deve continuar comemorando no dia 25 de dezembro mesmo, é perto do Ano Novo, a gente faz na Igreja logo dois cultos cheios, tanto para o Natal como o ano novo! Se colocar o Natal para setembro, vai estar mais longe do ano novo e mais frio, e a Igreja fica mais vazia. Deixa como tá mesmo! Pra que mudar?! Sem contar que tem amigo oculto, ou seja, mais distribuição de presente!
Roberval Crítico – Ora, Pastor Passílvio! Quem disse que tem de haver costume de dar presentes no meio do povo de Deus? Os magos presentearam Jesus por serem de um povo do Oriente, e eles não costumavam chegar de mãos vazias em outros povos. Sem contar que já vi o senhor, Pastor Passílvio Ribeiro, pregando na Igreja vestido de Papai Noel!
Passílvio Ribeiro – Isso é uma mentira! Isso é calúnia. Apesar da fantasia ter sido vermelha, a barba branca e o patrocínio daquele congresso ter sido da Coca-cola, o personagem da minha fantasia não era o Papai Noel!
Evênagelo – Gente, vamos manter a calma. Vamos manter o domínio próprio, que a palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira! Pastor Moderaldo, modera aí, por que a moderação em tudo é boa.
Moderaldo Lengrúber – (suspira) Bom, Evângelo, eu poderia aqui citar o livro de Ester 9:22, mostrando que os israelitas davam presentes uns aos outros em tempos de celebração. Poderia mostrar que não é para julgarmos as pessoas quanto a festas que participem, citando (Cl 2:16) que diz o seguinte “Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados”. Ou então (Cl 3:17) que diz que “quando fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, mas prefiro dizer o seguinte: descansa no Senhor, Roberval! Estuda, Passílvio! Em vez de ficarmos debatendo se foi no dia tal que Jesus nasceu, ou se trocar presentes e armar árvore é pecado, por que não pensamos no mais importante: Jesus nasceu! Isso é o que importa. Será que ao deixarmos de comemorar, vamos contribuir para a diminuição do consumismo exagerado? Pensem bem, meus caros ouvintes! Ao deixar de comemorar, abrimos mais espaço para as celebrações pagãs, que são maioria no nosso calendário brasileiro. Comemorar no dia 25 de dezembro é uma forma também de sufocar essa celebração pagã ao Sol invictus. E aí, Pastor Roberval, você me diria o seguinte. Se o mundo troca presentes é porque se esquece de presentear o dono da festa, ou então, se o mundo celebra esse festa, é porque essa festa não é cristã. E eu pergunto ao Senhor: será que devemos deixar de amar porque o mundo, quando quer fazer sexo descartável, usa a expressão “fazer amor”. Não! Temos que continuar amando como o Senhor nos ensinou e nunca deixando de falar a palavra amor! Se eles dão presentes uns aos outros, que não uma coisa ruim, façamos isso, pois as virtudes devem ser cultivadas, somadas ao nosso ato de presentear ao Senhor com nosso louvor! Será um acréscimo, e não uma substituição!
Roberval Crítico – Olha só, Pastor Moderaldo Lengrúber, a Bíblia diz para comemorar a morte e a ressurreição de Cristo. Em nenhum lugar está escrito para comemorarmos o nascimento. Pior do que não fazer aquilo que Deus mandou fazer é fazer aquilo que Deus não mandou fazer!
Moderaldo Lengrúber – Como é que é?
Roberval Crítico - Pior do que não fazer aquilo que Deus mandou fazer é fazer aquilo que Deus não mandou fazer!
Moderaldo Lengrúber – Não concordo com o senhor não, Pastor Roberval Crítico. Por exemplo. Deus te mandou colocar esse blazer horrível? E você colocou, certo! Logo, você fez o que ele não mandou fazer!
Passílvio Ribeiro – Oh, glória!
Moderaldo Lengrúber – Olha só! Tenho dois versículos para terminar minha participação! Uma é para o Pastor Roberval Crítico! Não fazer não é sinônimo de santidade, pois essa atitude de nada vale para a sensualidade (Colossenses 2.20-23). E para você, Passilvio Ribeiro, pecas por não conhecer a escritura! Mt 22:29
Passílvio Ribeiro e Roberval Crítico começam uma discussão, sendo interrompido por Evângelo.
Evângelo – Pastores, pastores, se é que eu posso chamar os senhores de pastores. Pastores e ouvintes! Acaba de chegar nos estúdios da nossa rádio o Pastor ..., que vai transmitir uma mensagem no nosso programa “Debate sem Embate” na minha, na sua, na nossa Rádio Gooooooospel Mania!
O Pastor da Igreja assume o microfone e dá início a mensagem.
Fim
O MORTO VIVO é uma comédia evangelística, bastante conhecida; Aqui disponibilizo duas versões, a original encontra-se no livro "Em Cena - Peças Evangélicas para Teatro"(Esta peça estava na versão antiga do site).
Um relato sobre a peça: - Porque fazer esta peça?
Certa vez, ao fazer o apelo ao final da peça, dentre as que vieram à frente veio uma senhora. Ao orar
por ela senti seu coração quebrantado que disse: "Estou fazendo o que o doutor disse. Estou tomando o
remédio JESUS".
Cenário: Consultório médico
Cena: O médico acaba de consultar o paciente e vai passar-lhe a "receita".
MÉDICO: É meu velho, eu não tenho boas notícias para você não.
AMADEU: (se arrumando, colocando a camisa, se abotoando, etc) - Fale logo doutor. Não precisa esconder nada de mim. Eu já estou preparado para o pior. Para ser franco, eu até já escolhi a cor do meu caixão.
MÉDICO: E para ser franco. A coisa para o seu lado está esquisita. Note bem, o teu coração já não bate mais (só apanha) a sua pulsação cessou por completo. Cientificamente você está morto.
Entendeu?
Mortinho da Silva. Aliás, eu nem sei o que você está fazendo em pé. Lugar de gente morta é no cemitério e deitada.
AMADEU: É que eu sou teimoso... Mas doutor, vamos deixar de piadas. Vamos falar sério. Afinal o que é que eu tenho?
MÉDICO: Ora Amadeu, então você acha que um médico de minha categoria, que já participou de congressos na Holanda tem tempo de ficar brincando. Se eu disse que você está morto, eu estou falando sério.
AMADEU: Mas como? Que conversa mais besta doutor!!!
MÉDICO: Está bem. Você quer provas não é mesmo? Pra você não dizer que eu estou mentindo, coloque a mão no coração.
AMADEU: (coloca a mão, para sentir as batidas).
MÉDICO: Sente alguma coisa? Alguma possível batida?
AMADEU: Sinto não, doutor. Meu Deus, o que será isso?
MÉDICO: Agora tente sentir o pulso.
AMADEU: (tentando sentir a sua pulsação).
MÉDICO: Sente alguma coisa?
AMADEU: Nadinha... (faz cara de assustado).
MÉDICO: É como eu disse meu caro. O senhor está morto e eu estou lhe informando. Apenas isto. O senhor está morto e não sabia. Cabe a mim como médico, dar-lhe a notícia.
AMADEU: Mas como assim doutor?
MÉDICO: Lembra daquele remédio que eu venho te receitando há tempos? Ele é a única solução.
AMADEU: Não doutor. Aquele remédio eu não quero.
MÉDICO: Então não posso fazer mais nada por você. Você está morto.
AMADEU: Mas doutor, pensa bem... O que é que eu digo lá em casa? Ninguém vai acreditar em mim. Imagina só. Eu chego em casa, reúno a família e digo: Pessoal, eu estou morto. Ora doutor...
MÉDICO: Fique calmo Amadeu. Eu já pensei nisso também. E é por causa disso que eu estou assinando o seu atestado de óbito. (Assina o atestado e entrega para o paciente). Aqui está. Agora vá para casa e comunique à sua família. E não se esqueça de convidar os amigos para o enterro. Tá?
AMADEU: (desolado) Tá bom... Mas doutor, o senhor tem certeza de tudo o que está me dizendo? Eu tô
morto mesmo???
MÉDICO: ...da Silva, meu amigo. Mortinho da Silva. Deve ser teimosia. Você logo se acostuma, aí será mais fácil. À propósito, deixe-me fazer-lhe uma pergunta: O senhor pretende ser enterrado amanhã ou depois?
AMADEU: Não sei. Mas eu não vou me esquecer de avisar o senhor. Pode ficar sossegado. (Sai triste, demorando para chegar na porta).
Cenário: Apaga-se a luz do consultório. Apenas um foco de luz acompanha Amadeu caminhando cabisbaixo enquanto ouve-se a Marcha Fúnebre. Amadeu para junto com a música (1a parada).
AMADEU: (falando sozinho). Mas não é possível. Eu não posso estar morto. Estou em pé. Estou falando. O que aconteceu comigo?
Cenário: Recomeça a Marcha Fúnebre. Amadeu caminha cabisbaixo até a 2a parada. A música para de novo.
AMADEU: (falando sozinho). Mas eu estou aqui com o atestado de óbito! E não ouvi meu coração! O que vou dizer em casa? Tenho que contar a eles...
Cenário: Recomeça a Marcha Fúnebre. Amadeu caminha para o segundo cenário, a sala de sua casa, onde encontra sua mulher. A música para As luzes acendem.
AMADEU: Oi ...
MULHER: Cruz credo Amadeu, mas que cara de defunto é essa?
AMADEU: Ué! Você já sabe? Quem te contou? Aposto que foi a Dona Maria Gorda, nossa vizinha.
MULHER: Ninguém me contou nada! Mas vamos lá meu velho, conte o que aconteceu. Por que é que você está com essa cara?
AMADEU: Eu falo. Mas quero todos reunidos aqui na sala. Agora eu quero uma reunião familiar para dar a notícia de uma vez só, sem ficar repetindo à toda hora.
MULHER: Ora, Amadeu. Deixe de fazer velório e conte logo. Você nunca foi de reunir a família.
AMADEU: Zenaide... chama logo os nossos filhos. Por favor respeite os mortos.
MULHER: Mortos? Tá bom. (chamando os filhos) - Lucinháááá... Carlinhos. Venham aqui que o papai quer falar com vocês...
LUCIA: (gritando de fora do palco) Agora não! Tenho que estudar!
CARLOS: (gritando de fora do palco) Mais tarde! Estou vendo MTV!
MULHER: É. Vou Ter que mudar de tática. (grita:) O almoço está na mesa !!
LUCIA: (entrando correndo junto com Carlos) Ai que fome! Onde está? Cadê a comida?
CARLOS: Até que enfim o almoço! Meu prato ...?
MULHER: Seu pai quer falar com vocês.
LUCIA: Oi, pai. O que você tiver que me contar, conta logo porque eu preciso estudar. Preciso aproveitar para estudar enquanto estou viva.
CARLOS: Fala aí, meu coroa. Qualé o lance?
MULHER: Muito bem, Amadeu. Já estamos todos aqui. Qual é a notícia?
AMADEU: Bem, o negócio é o seguinte: (pausa) - Bem, o negócio é o seguinte... (sem saber como entrar no assunto) - Bem, acho que vocês não vão acreditar, mas eu... mas eu...
CARLOS, LÚCIA e a MULHER( em coro): FALA LOGO!
AMADEU: Calma eu vou falar! É que eu estou morto! Isto mesmo! Eu morri.
(Carlos, Lúcia e a mulher juntos dão uma boa gargalhada.)
AMADEU: Escutem aqui, seus vampiros, suas hienas que comem carniça e dão risada. Eu não disse nenhuma piada. Eu estou falando sério. (eu sabia que ninguém iria me acreditar).
CARLOS: Essa foi boa pai. Conta outra. Depois eu quero contar a última que eu ouvi lá na escola.
LUCIA: Acho que vou voltar para os meus cadernos. Posso ir?
AMADEU: Está bem, seus patetas. Vocês pensam que eu estou brincando, não é mesmo? Então leiam isto. (Entrega o atestado de óbito para a mulher).
MULHER: (lendo o atestado). Sr. Amadeu Pereira, casado, brasileiro... casa mortis... parada cardíaca...
Meu Deus! Então é verdade! (exclama caindo sentada na poltrona).
AMADEU: Viram só como eu não estava brincando? O papai aqui está mais morto que a múmia do Egito. Venha cá minha filha... sinta as batidas do meu coração.
LUCIA: (colocando o ouvido no peito do pai) Meu Deus! Não está batendo. (assusta-se). Mãe, o pai está morto mesmo!
AMADEU: Agora você, Carlinhos esperteza. Sente o meu pulso. Afinal você está fazendo cursinho de medicina.
CARLOS: (com dificuldade em achar o pulso) É mesmo incrível. Está mais parado que o ataque do fluminense lá do Rio de Janeiro!
AMADEU: (triunfante). Então seus Tomés... Acreditam agora? Vocês não vão chorar? Se vocês gostam de mim, tem que chorar. Chorem! Vamos...
(Lúcia e Carlos se abraçam e choram artificialmente só para agradar o pai. Amadeu percebe e
desaprova. )
MULHER: Mas como é isso Amadeu? Como é que você está morto, se você está vivo? Quer dizer... Ah! Eu não quero dizer mais nada! Que confusão!
AMADEU: O médico falou que é de teimosia, mas que depois que eu me acostumar, a coisa fica bem mais fácil.
LUCIA: Médico? Quer dizer que o senhor foi ao médico e não nos contou nada?
AMADEU: Claro! E quem você acha que assinou o atestado de óbito? O Orlando açougueiro? E como é que eu iria ficar sabendo que estou morto?
CARLOS: O senhor por acaso pagou a consulta, pai?
AMADEU: Claro que paguei. Acha que eu sou algum caloteiro?
CARLOS: Então me desculpe, mas o senhor é muito burro. Onde já se viu um morto pagar a consulta?
AMADEU: (caindo em si). Sabe que você tem razão? Além de defunto-vivo eu sou um morto-burro.
MULHER: Mas como é que você fica discutindo com seu pai numa hora dessas. Respeite o seu pai, afinal ele é um defunto. Respeite a memória dele... quer dizer... eu não quero dizer nada porque minha mente está toda embaralhada.
LUCIA: Mãe, eu acho melhor a gente telefonar para o médico pra confirmar e também pra perguntar se é para fazer o enterro ou não.
MULHER: É mesmo. Eu vou ligar.
AMADEU: Isso mesmo. E depois já pode ligar para a funerária e encomendar o meu caixão. (cantarolando)..."quando eu morrer, me enterre na Lapinha".
MULHER: (com o telefone na mão). Pare com isso Amadeu. Pare de cantar essa música. Você quer deixar a gente mais nervosa ainda? (disca um número)
VOZ DO MÉDICO: (Atendendo o telefone). Clínica do doutor Ado Steinburg Hesendorg de Nictolis bom dia!
MULHER: - Alô... doutor Ado? Tudo bem? Aqui é dona Zenaide, mulher do Amadeu, que morreu mas não morreu. Quer dizer, aquele que o senhor diz que morreu mas está vivo. O senhor entende né?
VOZ DO MÉDICO: Perfeitamente dona Zenaide. Olha a senhora pode ficar sossegada. Seu marido já era! Pode encomendar o seu vestido de luto e mande-o deitar já. Ah... e não se esqueça de me convidar para o enterro.
MULHER: Mas doutor como é que pode? Ele está morto mas continua vivo...
VOZ DO MÉDICO: Eu não posso fazer nada, dona Zenaide. O coração dele não está batendo, a pulsação parou entende? Ele está clinicamente morto. E lugar de morto a senhora sabe onde é não é mesmo? Este mundo é dos vivos.
MULHER: (desolada). Está bem doutor... Obrigada... Olha, o enterro será amanhã. (desliga o telefone).
CARLOS: Então mãe, o que o médico falou?
MULHER: É verdade (chorando) seu pai está morto.
AMADEU: (triunfante outra vez). Não falei? Eu não sou "cara" de mentir não. Quando eu falo que tô morto é porque tô morto mesmo. E tem outra, eu sou o único defunto que vai assistir ao próprio velório. Carlinhos, vai buscar o meu terno no alfaiate, aquele que eu mandei cerzir. Eu quero ser
enterrado com ele.
Cenário: Apagam-se as luzes. Enquanto a sala é preparada para o Velório (caixão, flores, troca de roupa) uma pessoa levanta-se na plateia com foco iluminando-a e começa a ler um jornal.
PESSOA DA PLATEIA: Vejam só isso! Amadeu morreu. (lendo:) Convidamos os amigos e familiares ao enterro de Amadeu Pereira, a se realizar na rua Cova Rasa, sem número, Cemitério do Adeus. Bairro dos que não voltam. Incrível! Eu falei com ele ontem. Justo agora que ele me devia uma grana! É nessa eu acho que dancei... A morte não espera por ninguém mesmo... Vou dar uma passadinha lá mais tarde. Pobre Amadeu! (senta-se novamente após o foco nela se apagar).
Cenário: As luzes se acendem.
AMADEU: Então, como estou?
MULHER: Digno de um defunto !
Os convidados começam a chegar. Dão o tradicional "pêsames" à mulher, e se dirigem ao caixão.
MARIA GORDA(olhando para o defunto): Coitado! Este sim era um homem bom.
AMADEU: Apoiado! Além de ser homem, eu era bom. Não sei o que era melhor. Ser mais bom, ou mais homem.
Sr. ANSELMO: É, mas os bons sempre se vão mesmo... Pobre Amadeu!
AMADEU: Não é o seu caso, "velho unha de fome". Vai ficar mofando a vida toda aqui na terra.
SÍLVIA: Pobrezinho. Quisera fosse eu.
OSWALDO: E aí cara? Que furada hein? Já que você bateu as botas, dá pra me emprestar o carro pra sair com umas gatas?
AMADEU: Nem morto!
OSWALDO: Iii o cara, aí ! Tá legal. Tá legal.
Sr. CLEMENTE: Amadeu, amigo velho,. Lembra-se de nossas farras? E agora? Quem vai farrear comigo?
OSWALDO e CARLOS seguram o Sr. ANSELMO.
SÍLVIA: O médico. Cadê o médico?
MARIA GORDA: Eu o vi saindo!
LUCIA: Vamos lá levar o homem. Se não ele morre também!
Todos saem ficando apenas o Amadeu.
(Médico retorna com uma caixa de remédio enorme).
AMADEU: (assustado) Que remédio enorme!
MÉDICO: Mas este é o único que vai resolver o seu problema. Calma, vamos ler a bula.
COMPLEXO - J
Indicação: Contra todos os males do corpo, alma e espírito.
Contra-indicações: Nenhuma.
Posologia: Dose única, seguida de confissão de Jesus Cristo como único
Senhor de sua vida.
Efeitos: Alegria, paz, mansidão, domínio próprio...
AMADEU: Puxa Doutor! É isso mesmo que eu preciso.
(Amadeu toma o remédio)
MÉDICO: Agora repita comigo:
EU, AMADEU,
AMADEU: Eu, Amadeu,
MÉDICO: CONFESSO QUE SOU PECADOR...
AMADEU: Confesso que sou pecador
MÉDICO: PEÇO PERDÃO E ENTREGO TODA A MINHA VIDA ...
AMADEU: Peço perdão e entrego toda a minha vida...
MÉDICO: EM TUAS MÃOS, JESUS CRISTO.
AMADEU: Calma, Clemente. Assim você me mata de tristeza.
CLEMENTE: Mas você já está morto, Amadeu!!!
AMADEU: Eu sei, imbecil. É força de expressão.
MÉDICO: (chega ao enterro). Como está Amadeu ? Está melhor ?
AMADEU: Mais ou menos ! Doutor, eu estive pensando: Estou morto não estou? Depois do meu velório, eu vou ter que entrar aqui neste caixão para ser enterrado, não é? E quando a tampa deste caixão se fechar, o que vai acontecer comigo?
MÉDICO: Bem Amadeu? Teu futuro não vai ser muito bom não!
AMADEU: Como assim doutor?
MÉDICO: Amadeu, eu já lhe falei do único remédio que pode reverter esta situação, mas você não quer me ouvir.
AMADEU: Doutor, eu já estou cansado de experimentar isso, experimentar aquilo. Pra mim isto não funciona. Estes remédios nunca me ajudaram em nada. Eu estou cansado dessa situação. Eu preciso de uma resolução.
MÉDICO: Eu entendo Amadeu! O problema é que você está desiludido por ter passado sua vida inteira tomando os remédios errados. Este é diferente, este pode te ajudar.
AMADEU: Como o Senhor me garante que esse remédio vai resolver o meu problema ?
MÉDICO: Amadeu, sinta o meu coração. Hoje ele bate, mas um dia já esteve tão morto quanto o seu. Foi quando tive a oportunidade de conhecer este remédio e decidi tomá-lo. E é por isso que hoje eu Quer mais provas do que isto?
AMADEU: Não ! O senhor me convenceu, afinal onde está o remédio? Aquele tal de Complexo J, não é?
MÉDICO: É, o Complexo J, peraí que eu vou pegar no carro.
(Médico sai).
Sr. ANSELMO: (enquanto cheirava as flores do caixão). Atchim!! Atchim!!!!
MULHER: Rápido. Acudam! O velho está tendo uma crise!
Sr. ANSELMO: Atchim!! Atchim!!!!
AMADEU: Em tuas mãos Jesus Cristo.
MÉDICO: TU ÉS O ÚNICO SENHOR E SALVADOR DE MINHA VIDA.
AMADEU: Tu és o único Senhor e salvador de minha vida.
( Começa-se a escutar o coração batendo).
MÉDICO: O que você está sentindo?
AMADEU: Não sei explicar, mas é alguma coisa diferente que eu nunca havia sentido.
Médico : É, eu também não soube descrever quando isto ocorreu comigo. Eu me senti seguro.
AMADEU: É isso! Eu me sinto seguro. É como se eu tivesse feito algo certo.
MÉDICO: Você fez a coisa certa. Lembra dos outros remédios que você tomou?
AMADEU: Ah, não quero nem me lembrar.
MÉDICO: Pois é, este é um remédio muito especial. Curou seu espírito, salvou sua alma.
AMADEU: Curou meu espírito ?
MÉDICO: Isto mesmo. Outros remédios ajudaram o seu corpo, mas nunca curaram seu espírito.
AMADEU: Entendo. (pausa). E a minha família?
MÉDICO: Eles nunca foram ao meu consultório. Nunca tive oportunidade de receitar o Complexo J para eles.
AMADEU: Então eles também estão mortos ?
MÉDICO: Sim. E não sabem disso!
AMADEU: Tem remédio ainda na caixa?
MÉDICO: Tem sim Amadeu. Tem remédio pra todo mundo. Pra todo O mundo mesmo! Leva também pra sua família.
AMADEU: Certo doutor. Muito obrigado!
MÉDICO: Nos veremos em breve!
(a música e o coração diminui)
(Médico sai por um lado. Mulher do obituário entra pelo outro lado).
MULHER: Amadeu! Soube que você está vivinho da Silva. Fiquei tão feliz. Mas sabe daquele pequeno empréstimo do mês passado. Você já tem o dinheiro?
AMADEU: Nem morto! Brincadeirinha ... Você já ouviu falar deste remédio ?
(ambos caminham para a saída ainda conversando)
+++++++++++++++++++++++++A OUTRA VERSÃO++++++++++++++++++++++++++++++++
O Morto-Vivo
Cenário: Consultório médico
Cena: O médico acaba de consultar o paciente e vai passar-lhe a "receita".
MÉDICO: É meu velho, eu não tenho boas notícias para você não.
ASTROGILDO: (se arrumando, colocando a camisa, se abotoando, etc) - Fale logo doutor. Não precisa esconder nada de mim. Eu já estou preparado para o pior. Para ser franco, eu até já escolhi a cor do meu caixão.
MÉDICO: E para ser franco. A coisa para o seu lado está esquisita. Note bem, o teu coração já não bate mais (só apanha) a sua pulsação cessou por completo. Cientificamente você está morto. Entendeu? Mortinho da Silva. Aliás, eu nem sei o que você está fazendo em pé. Lugar de gente morta é no cemitério e deitada.
ASTROGILDO: É que eu sou teimoso... Mas doutor, vamos deixar de piadas. Vamos falar sério. Afinal o que é que eu tenho?
MÉDICO: Ora Astrogildo, então você acha que um médico de minha categoria, que já participou de congressos na Holanda tem tempo de ficar brincando. Se eu disse que você está morto, eu estou falando sério.
ASTROGILDO: Mas como? Que conversa mais besta doutor!!!
MÉDICO: Está bem. Você quer provas não é mesmo? Pra você não dizer que eu estou mentindo, coloque a mão no coração.
ASTROGILDO: (coloca a mão, para sentir as batidas).
MÉDICO: Sente alguma coisa? Alguma possível batida?
ASTROGILDO: Sinto não, doutor. Meu Deus, o que será isso?
MÉDICO: Agora tente sentir o pulso.
ASTROGILDO: (tentando sentir a sua pulsação).
MÉDICO: Sente alguma coisa?
ASTROGILDO: Nadinha... (faz cara de assustado).
MÉDICO: É como eu disse meu caro. O senhor está morto e eu estou lhe informando. Apenas isto. O senhor está morto e não sabia. Cabe a mim como médico, dar-lhe a notícia.
ASTROGILDO: Mas como assim doutor?
MÉDICO: Lembra daquele remédio que eu venho te receitando há tempos? Ele é a única solução.
ASTROGILDO: Não doutor. Aquele remédio eu não quero.
MÉDICO: Então não posso fazer mais nada por você. Você está morto.
ASTROGILDO: Mas doutor, pensa bem... O que é que eu digo lá em casa? Ninguém vai acreditar em mim. Imagina só. Eu chego em casa, reúno a família e digo: Pessoal, eu estou morto. Ora doutor...
MÉDICO: Fique calmo Astrogildo. Eu já pensei nisso também. E é por causa disso que eu estou assinando o seu atestado de óbito. (Assina o atestado e entrega para o paciente). Aqui está. Agora vá para casa e comunique à sua família. E não se esqueça de convidar os amigos para o enterro. Tá?
ASTROGILDO: (desolado) Tá bom... Mas doutor, o senhor tem certeza de tudo o que está me dizendo? Eu tô morto mesmo???
MÉDICO: ...da Silva, meu amigo. Mortinho da Silva. Deve ser teimosia. Você logo se acostuma, aí será mais fácil. À propósito, deixe-me fazer-lhe uma pergunta: O senhor pretende ser enterrado amanhã ou depois?
ASTROGILDO: Não sei. Mas eu não vou me esquecer de avisar o senhor. Pode ficar sossegado. (Sai triste, demorando para chegar na porta).
Cenário: Apaga-se a luz do consultório. Apenas um foco de luz acompanha Astrogildo caminhando cabisbaixo enquanto ouve-se a Marcha Fúnebre. Astrogildo para junto com a música (1a parada).
ASTROGILDO: (falando sozinho). Mas não é possível. Eu não posso estar morto. Estou em pé. Estou falando. O que aconteceu comigo?
Cenário: Recomeça a Marcha Fúnebre. Astrogildo caminha cabisbaixo até a 2a parada. A música para de novo.
ASTROGILDO: (falando sozinho). Mas eu estou aqui com o atestado de óbito! E não ouvi meu coração! O que vou dizer em casa? Tenho que contar a eles...
Cenário: Recomeça a Marcha Fúnebre. Astrogildo caminha para o segundo cenário, a sala de sua casa, onde encontra sua mulher. A música para As luzes acendem.
ASTROGILDO: Oi ...
MULHER: Cruz credo Astrogildo, mas que cara de defunto é essa?
ASTROGILDO: Ué! Você já sabe? Quem te contou? Aposto que foi a Dona Maria Gorda, nossa vizinha.
MULHER: Ninguém me contou nada! Mas vamos lá meu velho, conte o que aconteceu. Por que é que você está com essa cara?
ASTROGILDO: Eu falo. Mas quero todos reunidos aqui na sala. Agora eu quero uma reunião familiar para dar a notícia de uma vez só, sem ficar repetindo à toda hora.
MULHER: Ora, Astrogildo. Deixe de fazer velório e conte logo. Você nunca foi de reunir a família.
ASTROGILDO: Zenaide... chama logo os nossos filhos. Por favor respeite os mortos.
MULHER: Mortos? Tá bom. (chamando os filhos) - Miiickiiii... Riquinhoooo. Venham aqui que o papai quer falar com vocês...
MICK: (gritando de fora do palco) Agora não! Tenho que estudar!
RICKINHO: (gritando de fora do palco) Mais tarde! Estou jogando vídeo-game!
MULHER: É. Vou Ter que mudar de tática. (grita:) O almoço está na mesa !!
MICK: (entrando correndo junto com Rickinho) Ai que fome! Onde está? Cadê a comida?
RICKINHO: Até que enfim o almoço! Meu prato ...?
MULHER: Seu pai quer falar com vocês.
MICK: Oi, pai. O que você tiver que me contar, conta logo porque eu preciso estudar. Preciso aproveitar para estudar enquanto estou viva.
RICKINHO: Fala aí, meu coroa. Qualé o lance?
MULHER: Muito bem, Astrogildo. Já estamos todos aqui. Qual é a notícia?
ASTROGILDO: Bem, o negócio é o seguinte: (pausa) - Bem, o negócio é o seguinte... (sem saber como entrar no assunto) - Bem, acho que vocês não vão acreditar, mas eu... mas eu...
RICKINHO, MICK e a mulher em coro: FALA LOGO!
ASTROGILDO: Calma eu vou falar! É que eu estou morto! Isto mesmo! Eu morri.
Rickinho, Mick e a MULHER juntos dão uma boa gargalhada.
ASTROGILDO: Escutem aqui, seus escarnecedores debochados. Eu não disse nenhuma piada. Eu estou falando sério. (eu sabia que ninguém iria me acreditar).
RICKINHO: Essa foi boa pai. Conta outra. Depois eu quero contar a última que eu ouvi lá na escola.
MICK: Acho que vou voltar para os meus cadernos. Posso ir?
ASTROGILDO: Está bem, seus patetas. Vocês pensam que eu estou brincando, não é mesmo? Então leiam isto. (Entrega o atestado de óbito para a mulher).
MULHER: (lendo o atestado). Sr. Astrogildo Gergolomano Souza Santos de Souza, casado, brasileiro... casa mortis... parada cardíaca... Meu Deus, então é verdade! (exclama caindo sentada na poltrona).
ASTROGILDO: Viram só como eu não estava brincando? O papai aqui está mais morto que a múmia do Egito. Venha cá minha filha... sinta as batidas do meu coração.
MICK: (colocando o ouvido no peito do pai) Meu Deus! Não está batendo. (assusta-se). Mãe, o pai está morto mesmo!
ASTROGILDO: Agora você, meu filho. Sente o meu pulso. Afinal você está fazendo cursinho de medicina.
RICKINHO: (com dificuldade em achar o pulso) É mesmo incrível. Está mais parado que o ataque do Internacional!
ASTROGILDO: (triunfante). Então seus Tomés... Acreditam agora? Vocês não vão chorar? Se vocês gostam de mim, tem que chorar. Chorem! Vamos...
MICK e RICKINHO se abraçam e choram artificialmente só para agradar o pai. Astrogildo percebe e desaprova.
MULHER: Mas como é isso Astrogildo? Como é que você está morto, se você está vivo? Quer dizer... Ah! Eu não quero dizer mais nada! Que confusão!
ASTROGILDO: O médico falou que é de teimosia, mas que depois que eu me acostumar, a coisa fica bem mais fácil.
MICK: Médico? Quer dizer que o senhor foi ao médico e não nos contou nada?
ASTROGILDO: Claro! E quem você acha que assinou o atestado de óbito? O Orlando açougueiro? E como é que eu iria ficar sabendo que estou morto?
RICKINHO: O senhor por acaso pagou a consulta, pai?
ASTROGILDO: Claro que paguei. Acha que eu sou algum caloteiro?
RICKINHO: Então me desculpe, mas o senhor é muito burro. Onde já se viu um morto pagar a consulta?
ASTROGILDO: (caindo em si). Sabe que você tem razão? Além de defunto-vivo eu sou um morto-burro.
MULHER: Mas como é que você fica discutindo com seu pai numa hora dessas. Respeite o seu pai, afinal ele é um defunto. Respeite a memória dele... quer dizer... eu não quero dizer nada porque minha mente está toda embaralhada.
MICK: Mãe, eu acho melhor a gente telefonar para o médico pra confirmar e também pra perguntar se é para fazer o enterro ou não.
MULHER: É mesmo. Eu vou ligar.
ASTROGILDO: Isso mesmo. E depois já pode ligar para a funerária e encomendar o meu caixão. (cantarolando)..."quando eu morrer, me enterre na Lapinha".
MULHER: (com o telefone na mão). Pare com isso Astrogildo. Pare de cantar essa música. Você quer deixar a gente mais nervosa ainda? (disca um número)
VOZ DO MÉDICO: (Atendendo o telefone). Clínica do doutor Ado Steinburg Hesendorg de Nictolis bom dia!
MULHER: - Alô... doutor Ado? Tudo bem? Aqui é dona Zenaide, mulher do Astrogildo, que morreu mas não morreu. Quer dizer, aquele que o senhor diz que morreu mas está vivo. O senhor entende né?
VOZ DO MÉDICO: Perfeitamente dona Zenaide. Olha a senhora pode ficar sossegada. Seu marido já era! Pode encomendar o seu vestido de luto e mande-o deitar já. Ah... e não se esqueça de me convidar para o enterro.
MULHER: Mas doutor como é que pode? Ele está morto mas continua vivo...
VOZ DO MÉDICO: Eu não posso fazer nada, dona Zenaide. O coração dele não está batendo, a pulsação parou entende? Ele está clinicamente morto. E lugar de morto a senhora sabe onde é não é mesmo? Este mundo é dos vivos.
MULHER: (desolada). Está bem doutor... Obrigada... Olha, o enterro será amanhã. (desliga o telefone).
RICKINHO: Então mãe, o que o médico falou?
MULHER: É verdade (chorando) seu pai está morto.
ASTROGILDO: (triunfante outra vez). Não falei? Eu não sou "cara" de mentir não. Quando eu falo que tô morto é porque tô morto mesmo. E tem outra, eu sou o único defunto que vai assistir ao próprio velório. Riquinho, vai buscar o meu terno no alfaiate, aquele que eu mandei cerzir. Eu quero ser enterrado com ele.
Cenário: Apagam-se as luzes. Enquanto a sala é preparada para o Velório (caixão, flores, troca de roupa) uma pessoa levanta-se na plateia com foco iluminando-a e começa a ler um jornal.
PESSOA DA PLATÉIA: Vejam só isso! Astrogildo morreu. (lendo:) Convidamos os amigos e familiares ao enterro de Astrogildo Gergolomano Souza Santos de Souza, a se realizar na rua Cova Rasa, sem número, Cemitério do Adeus. Bairro dos que não voltam. Incrível! Eu falei com ele ontem. Justo agora que ele me devia uma grana! É nessa eu acho que dancei... A morte não espera por ninguém mesmo... Vou dar uma passadinha lá mais tarde. Pobre Astrogildo! (senta-se novamente após o foco nela se apagar).
Cenário: As luzes se acendem.
ASTROGILDO: Então, como estou?
MULHER: Digno de um defunto !
Os convidados começam a chegar. Dão o tradicional "pêsames" à mulher, e se dirigem ao caixão.
MARIA GORDA:(olhando para o defunto). Coitado! Este sim era um homem bom.
ASTROGILDO: Apoiado! Além de ser homem, eu era bom. Não sei o que era melhor. Ser mais bom, ou mais homem.
SR.ANSELMO: É, mas os bons sempre se vão mesmo... Pobre Astrogildo!
ASTROGILDO: Não é o seu caso, "velho unha de fome". Vai ficar mofando a vida toda aqui na terra.
SÍLVIA: Pobrezinho. Quisera fosse eu.
OSWALDO: E aí cara? Que furada hein? Já que você bateu as botas, dá pra me emprestar o carro pra sair com umas gatas?
ASTROGILDO: Nem morto!
OSWALDO: Iii o cara, aí ! Tá legal. Tá legal.
SR. CLEMENTE: Astrogildo, amigo velho,. Lembra-se de nossas farras? E agora? Quem vai farrear comigo?
ASTROGILDO: Calma, Clemente. Assim você me mata de tristeza.
SR. CLEMENTE: Mas você já está morto, Astrogildo!!!
ASTROGILDO: Eu sei, imbecil. É força de expressão.
MÉDICO: (chega ao enterro). Como está Astrogildo ? Está melhor ?
ASTROGILDO: Mais ou menos ! Doutor, eu estive pensando: Estou morto não estou? Depois do meu velório, eu vou ter que entrar aqui neste caixão para ser enterrado, não é? E quando a tampa deste caixão se fechar, o que vai acontecer comigo?
MÉDICO: Bem Astrogildo? Teu futuro não vai ser muito bom não!
ASTROGILDO: Como assim doutor?
MÉDICO: Astrogildo, eu já lhe falei do único remédio que pode reverter esta situação, mas você não quer me ouvir.
ASTROGILDO: Doutor, eu já estou cansado de experimentar isso, experimentar aquilo. Pra mim isto não funciona. Estes remédios nunca me ajudaram em nada. Eu estou cansado dessa situação. Eu preciso de uma resolução.
MÉDICO: Eu entendo Astrogildo! O problema é que você está desiludido por ter passado sua vida inteira tomando os remédios errados. Este é diferente, este pode te ajudar.
ASTROGILDO: Como o Senhor me garante que esse remédio vai resolver o meu problema ?
MÉDICO: Astrogildo, sinta o meu coração. Hoje ele bate, mas um dia já esteve tão morto quanto o seu. Foi quando tive a oportunidade de conhecer este remédio e decidi tomá-lo. E é por isso que hoje eu estou aqui falando pra você. Quer mais provas do que isto?
ASTROGILDO: Não ! O senhor me convenceu, afinal onde está o remédio? Aquele tal de Complexo J, não é?
MÉDICO: É, o Complexo J, peraí que eu vou pegar no carro.
(Médico sai).
SR.ANSELMO: (enquanto cheirava as flores do caixão). Atchim!! Atchim!!!!
MULHER: Rápido. Acudam! O velho está tendo uma crise!
SR.ANSELMO: Atchim!! Atchim!!!!
Oswaldo e Rickinho seguram o Sr. Anselmo.
SÍLVIA: O médico. Cadê o médico?
MARIA GORDA:Eu o vi saindo!
MICK: Vamos lá levar o homem. Se não ele morre também!
Todos saem ficando apenas o Astrogildo.
(Médico retorna com uma Bíblia).
ASTROGILDO: (assustado) Que remédio enorme!
MÉDICO: Mas este é o único que vai resolver o seu problema. Calma, vamos ler a bula.
Indicação: Contra todos os males do corpo, alma e espírito.
Contra-indicações: Nenhuma.
Posologia: Dose única, seguida de confissão de Jesus Cristo como único Senhor de sua vida.
Efeitos: Alegria, paz, mansidão, domínio próprio...
ASTROGILDO: Puxa Doutor! É isso mesmo que eu preciso.
(Astrogildo toma o remédio)
MÉDICO: Agora repita comigo:
EU, ASTROGILDO,
MÉDICO: CONFESSO QUE SOU PECADOR...
MÉDICO: PEÇO PERDÃO E ENTREGO TODA A MINHA VIDA ...
MÉDICO: EM TUAS MÃOS, JESUS CRISTO.
MÉDICO: TU ÉS O ÚNICO SENHOR E SALVADOR DE MINHA VIDA.
( Começa-se a escutar o coração batendo).
MÉDICO: O que você está sentindo?
ASTROGILDO: Não sei explicar, mas é alguma coisa diferente que eu nunca havia sentido.
MÉDICO : É, eu também não soube descrever quando isto ocorreu comigo. Eu me senti seguro.
ASTROGILDO: É isso! Eu me sinto seguro. É como se eu tivesse feito algo certo.
MÉDICO: Você fez a coisa certa. Lembra dos outros remédios que você tomou?
ASTROGILDO: Ah, não quero nem me lembrar.
MÉDICO: Pois é, este é um remédio muito especial. Curou seu espírito, salvou sua alma.
ASTROGILDO: Curou meu espírito ?
MÉDICO: Isto mesmo. Outros remédios ajudaram o seu corpo, mas nunca curaram seu espírito.
ASTROGILDO: Entendo. (pausa). E a minha família?
MÉDICO: Eles nunca foram ao meu consultório. Nunca tive oportunidade de receitar o Complexo J para eles.
ASTROGILDO: Então eles também estão mortos ?
MÉDICO: Sim. E não sabem disso! E assim como eles, ainda existem muitos por aí! Almas vazias, sem vida para com Deus, como sepulcros invisíveis, os quais os homens passam sem sequer perceber, vidas ocas, que não inspiram ninguém!
Mas graças a Deus por Jesus Cristo, que pela sua morte trouxe vida a todos nós! Para que aqueles que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu!
Pois quem quiser salvar a sua vida, perde-la-á, mas quem a perder por amor ao evangelho, aquele que negar a sua própria vontade e morrer para si mesmo, este sim encontrará vida, vida em abundância. Pois Jesus é o Caminho e a Verdade, Ele é a Ressurreição e a Vida, todo aquele que nEle crê, ainda que morra, viverá ... Eternamente!!
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